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Acontece na vida de todos nós:queremos o melhor para os nossos,mas nem sempre podemos dar o nosso melhor;
amamos e, às vezes, precisamos que alguém demonstre esse amor por nós.Neste espaço vamos trocar ideias sobre cuidados especiais - com idosos, enfermos, recém nascidos,pacientes pós cirúrgicos, pessoas com deficiência, pacientes terminais, portadores de demência,grávidas de alto risco...Pois cuidar do outro é, antes de tudo,a arte de exercer carinho e boa vontade.
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
JIN SHIN JYUTSU
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
Depressão nos idosos: fatores de risco
Conhecer os fatores de risco da
depressão em idosos é o ponto de partida para saber se a pessoa idosa precisa
de ajuda emocional. O artigo da especialista Elena Lorente explica as
características que se associam aos estados
de depressão na terceira idade.
As pessoas
idosas têm que enfrentar muitas mudanças em sua vida: luto pelo
falecimento de parentes e amigos, doenças, estar cada vez mais dependente,
perder a memória e outras capacidades cognitivas, além de outros fatos que o
afetem de forma indireta, como o divórcio dos filhos.
1. Às vezes
custa muito enfrentar essas mudanças.
É quando a pessoa pode apresentar um estado de ânimo triste que não se resolve
e daí deriva uma depressão do tipo reativo. Assim, surgiria a depressão nos
últimos anos de vida, mas também a pessoa que sofreu crises de depressão
anteriormente é bem provável recair no momento que lhe sucedam situações como
essas ou similares. Diversos casos de depressão se redimem parcialmente,
parecem que estão recuperados, mas na realidade não estão, pois recaem quando
um fato adverso acontece.
2. O
enfrentamento de situações de vida tem a ver com fatores de personalidade e
comportamento, como a baixa
auto estima e o pessimismo, assim como a baixa
tolerância e a frustração. O
excesso de perfeccionismo e a necessidade de controlar tudo levam a que a
pessoa se frustre se algo não acontece segundo o esperado e desejado, e essa
frustração se acompanha de um estado de ânimo com tendência à tristeza. Se essa
é uma forma de pensamento habitual da pessoa, haverá fatores da personalidade
que predispõe ao padecimento da depressão do tipo reativo.
3. Uma situação de risco que aparece
frequentemente nos idosos é o passar a residir numa ‘casa de repouso’, quando a
pessoa não é suficientemente independente para viver em sua própria casa, seja
por deterioração cognitiva, física ou funcional. É uma fonte de stress e
insatisfação bastante compreensível, já que todos queremos estar em nossa
própria casa. Sem dúvida, ter que aceitar as primeiras limitações, perceber que
a cada dia está menos ágil, mais esquecido, confuso, e além disso ter que
enfrentar uma nova casa, estranha, produz frequentemente depressões do tipo
reativo. Por isso, muitos idosos que não querem essa situação e consideram que
viver numa casa de repouso é uma forma de abandono, têm uma grande
probabilidade de desenvolver depressão, aliada ao fato de que muitos deles se mostram
mais tristes diante da família para conseguir que os levem de volta a sua casa,
pois não se sentem bem ali e não estão adaptados. Esta não aceitação e o baixo
estado de ânimo dificultam a adaptação à casa de repouso.
4. É comum, também,
encontrar nas casas de repouso idosos de idades bastante avançadas que têm uma dependência física leve ou moderada, mas que
cognitivamente se encontram bem e que apresentam um estado de ânimo mais
triste. Os idosos desta geração não estavam conscientes de que iriam sobreviver
tantos anos, considerando que seus pais faleceram em idades menores. Ao dar-se
conta de que os dias passam, sua vida é monótona, não se encontram mal de
saúde, mas tampouco completamente bem, se sentem cansados de viver tantos anos.
Nesses casos é frequente que se manifestem ideias e desejos de morte, pois já
não querem seguir vivendo por que são muito idosos e para levar esse tipo de
vida que não é inativa mas também não é ativa, tudo isso leva ao
desenvolvimento de uma depressão.
5. Um dos fatores de risco mais
ligados à depressão é a solidão
e o isolamento. Se a pessoa sente que não tem pessoas de confiança que
possam responder por ela, não sabe a quem pedir ajuda se tiver um problema, ou
se sente desinformada sobre o que pode acontecer na sua vida cotidiana, e como
resolver – a essa condição diz-se que tem baixo apoio social percebido. Se a
pessoa idosa nunca sai de casa, não se relaciona com a vizinhança, sua família
está longe, etc...seu apoio social se vê diminuído, e é provável que a
pessoa se sinta só e isolada e assim desenvolva depressão.
6. Entre todos esses fatores de
risco de sofrer depressão, é preciso considerar que o estado de ânimo negativo pode aumentar progressivamente. A
depressão também pode ser secundária a outros problemas crônicos de saúde, como
o hipotiroidismo, a dor crônica, doenças neurológicas, e mesmo pessoas que
sofrem de anemia manifestam mais tristeza.
Se conhecemos esses fatores e os
identificamos na pessoa idosa, estaremos mais alertas diante da possibilidade
de depressão. Assim poderemos realizar uma ação preventiva e minimizar os
riscos.
Escrito por: Elena Lorente http://www.vedasabiduria.com/
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quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
Como baixar o risco de Alzheimer
A doença de Alzheimer é a mais comum forma de demência – cerca de 50 a 80 por cento dos casos. Pesquisadores estão próximos de encontrar a cura, mas prevenir ainda é a melhor medicina. O Dr. Manny Alvarez, editor chefe de saúde da Fox News.com, afirma que há algumas coisas que você pode fazer para prevenir o desenvolvimento de Alzheimer:
·
Coloque canela na sua
dieta – o consumo de uma colher de chá ao dia dessa especiaria é capaz de
bloquear a produção de proteínas no cérebro que contribuem para o advento de
Alzheimer.
·
Beba suco de maçã – ajuda
na produção de compostos químicos no cérebro associados ao aprendizado,
memória, humor e movimento dos músculos.
·
Tome café – atua
como um anti-inflamatório que pode bloquear a produção de placas de colesterol
no cérebro. Um largo estudo epidemiológico mostrou que homens e mulheres que
beberam de três a cinco xícaras de café ao dia reduziram suas chances de
demência em 65%.
·
Socialize mais –
estudos demonstram que uma vida social agitada pode melhorar suas habilidades
cognitivas.
·
Proteja sua visão – seus
olhos são um bom indicador de como o seu cérebro está funcionando. Preservar
sua visão pode realmente diminuir o risco de demência em 63%.
·
Medite – vai
ajudar no controle da pressão, reduz o stress e aumenta o fluxo sanguíneo para
o cérebro, o que faz com que os pesquisadores acreditem que nos ajuda a
preservar a acuidade mental durante o envelhecimento.
·
Faça uma dieta mediterrânea – uma
dieta rica em folhas verdes, peixes, frutas, castanhas e um pouco de vinho
tinto pode cortar o seu risco de desenvolver demência pela metade, pois é um banho
de antioxidantes que protegem o cérebro.
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Será que meu idoso/idosa precisa de um cuidador/cuidadora?

- Houve recentemente alguma crise emocional ou física?
- Os banhos estão menos frequentes, ou não ocorrem?
- Os medicamentos estão sobrando ou acabando rapidamente?
- O paciente precisa de auxílio para caminhar?
- A memória está falhando?
- Houve quedas recentemente?
- Problemas para dormir?
- Perda acentuada de peso?
- Desinteresse por alimentar-se?
- A visão ou audição estão prejudicando as tarefas rotineiras?
- Se fumante, há sinais de queimaduras?
- Usa a mesma roupa dia após dia?
- Há menos participação nas conversas?
- Há sinais de panelas queimadas no fogão?
- A limpeza de rotina da casa está sendo negligenciada?
- As atividades sociais diminuíram ou pararam?
- Consegue fazer compras sozinho?
- Há marcas de queimado nos panos de prato ou luvas da cozinha?
- Há falha em te reconhecer ou lembrar seu nome?
- Há alguma marca no corpo ou pele que indique que possa ter sofrido alguma queda?
- Há sinais de confusão como não saber a data de hoje, onde está ou qual a estação do ano?
- Usa a roupa de dormir durante o dia?
- Está usando roupas sujas ou com manchas de comida.
Se você precisa de uma orientação faça uma visita ao nosso site www.lifeangels.com.br
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
Anticorpos podem neutralizar Alzheimer
Um simples processo pode fazer anticorpos que neutralizam as nocivas
partículas de proteínas que levam à doença de Alzheimer, sugerem pesquisadores
americanos.
Anticorpos são largas proteínas produzidas pelo sistema imunológico para
combater infecções e doenças. São compostos de proteína em forma de um Y
grande, cobertos com pequenos nós de peptídeos que se ligam aos invasores
nocivos ao organismo, tais como vírus e bactérias.
“Uma vez que o anticorpo esteja ligado ao seu alvo,
o sistema imunológico envia células para destruir o invasor e encontrar o
anticorpo certo que determina a diferença entre a morte e a cura”,diz Peter
Tessier, professor assistente do Rensselaer Polytechnic Institute, em Troy, NY.
Só uma combinação muito específica dos nós de
anticorpos pode se ligar e neutralizar cada alvo, e com bilhões de diferentes
arranjos e sequências dessas partículas de proteínas parece impossível prever
quais delas se ligarão às moléculas-alvo específicas, disse Tessier. Em sua
pesquisa, ele usa as mesmas interações moleculares de proteínas que causam a
doença de Alzheimer, fazendo com que se ajuntem formando partículas tóxicas –
uma característica da doença.
“Estamos realmente explorando as mesmas interações
de proteínas que causam a doença no cérebro para mediar a ligação de anticorpos
para as partículas tóxicas de proteína que causam o Alzheimer”, disse Tessier.
Os anticorpos da doença de Alzheimer desenvolvidos por
Tessier e equipe só se agarraram às proteínas nocivas e não àquelas
inofensivas, monômeros de peptídeo único, que não estão associadas com a
doença.
“Em longo prazo, esses achados poderão ajudar a
desenvolver novas drogas de combate à doença de Alzheimer”, disse Tessier.
O estudo foi publicado na revista científica
‘Proceedings of the National Academy of Sciences.
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segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Reflexões sobre o abuso ao idoso
Entre as causas mais comuns de
maltrato e negligência no cuidado com a pessoa idosa dependente está a falta de
tempo do familiar e o que se pode chamar de “Síndrome do Queimado” com o cuidador
principal.
Muitos idosos sofrem abusos e isso
nos mostra que a violência no ser humano não discrimina as diferentes fases da
vida. Muitas vezes, diante da necessidade de prover nossa família não sobra
tempo para cuidar de nossos pais ou avós, como gostaríamos, porém acontece a
tendência de confundir falta de tempo com negligência e abandono, e inclusive
maltratos.
O abuso tem muitas formas, não
apenas o maltrato físico ou psicológico, há também o abuso econômico e a
repressão da sexualidade do idoso. Estes aspectos também precisam ser
considerados como forma de maltratos e normalmente essas situações acontecem de
forma combinada.
Todos os tipos de maltrato, como
mencionamos, podem acontecer de forma consciente ou inconsciente, uma vez que
muitas famílias ou cuidadores não estão preparados para cuidar da pessoa idosa.
A sobrecarga de trabalho em centros residenciais, devido ao excesso de tarefas
podem ser uma causa comum que gera uma sequência de maltratos que às vezes
passa despercebida, como uma violência subjetiva.
As pessoas idosas que normalmente
sofrem maltratos estão na faixa dos 70 a 75 anos de idade e tem algum tipo de
dependência. Na grande maioria, essa dependência se deve a problemas de saúde
relacionados à idade, o que obriga o cuidador a estar o dia todo ligado a eles.
Esse trabalho, agregado às outras atividades do cuidador, o cansaço e o
estresse, fazem o quadro que podemos chamar de “Síndrome do Queimado”, que se
pode traduzir numa pessoa esgotada, cansada e desiludida, que já perdeu sua
capacidade de entrega, vocação ou ainda o sentido de responsabilidade na sua
vida cotidiana. A relação entre pessoa cuidada e cuidador se deteriora a um
ponto insustentável. É quando surge o abuso.
As necessidades primárias são
parte dos cuidados de uma pessoa idosa (alimentação, higiene, vestuário...),
mas não são as únicas. Às vezes o trabalho dos cuidadores centra-se apenas
nessas necessidades, esquecendo de outras que tem a haver com a ‘completude
emocional’, onde encontramos outras maneiras de cuidar que são: a escuta ativa,
interessada; o afeto; o fomentar um senso crítico por meio da sociabilidade, a
motivação para a participação em todos os aspectos da vida, mostrando ao idoso
que ele é uma peça atuante da sociedade. Quem cuida desse coração que uma vez
se entregou a seus filhos, que agora desfrutam do que lhes foi dado?
O agressor (a) raras vezes
reconhece sua culpa, geralmente atribui a responsabilidade do maltrato à
própria vítima, aproveitando-se muitas vezes da fragilidade defensiva e do
estado de deterioração cognitiva em que se encontram muitos idosos – uma
justificativa perfeita para a pessoa que agride.
Por outro lado, os idosos muitas
vezes não são conscientes da situação de maltrato que estão vivendo.
Estatísticas demonstram que oito em cada dez idosos consideram satisfatórias as
relações que tem com seus familiares. Devido a laços emocionais, o idoso é
incapaz de ser objetivo quanto ao tratamento que recebe de seu cuidador
familiar. A sensação de fragilidade que sentem provoca medos que facilitam a
predisposição a serem vítimas, favorecendo o terreno para que germinem os
processos de violência. Segundo a Secretária de Segurança (Espanha), 90% dos
casos de idosos vítimas de maus tratos não são denunciados, devido aos laços emocionais
e dependências econômicas em relação a quem os maltrata. Os especialistas
calculam que 5% dos idosos, na Espanha, são maltratados por pessoas no seu
entorno mais íntimo. As denúncias aumentaram de forma importante nos últimos
anos. De 1997 a 2000, os delitos cresceram 71,28% . E isto é só parte da
realidade, pois muitos idosos maltratados não se atrevem a denunciar.
Muitos dos idosos estão vivendo
longe de seus lares. Idosos que são cuidados por pessoas que são pagas para
fazê-lo. Cuidadores profissionais que tem vocação para cuidar, mas há os que
não tem esse dom. A contratação desses profissionais deve ser rigorosa, baseada
em atitudes pessoais e não somente nos conhecimentos técnicos adquiridos. Não é
só uma questão de ser produtivo, uma vez que não falamos de um trabalho
realizado como mercadoria, numa linha de produção industrial, falamos do trato
com pessoas, evidentemente uma tarefa muito mais profunda para a qual o
empregado deve apresentar uma capacidade assertiva e de empatia elevada, que o
faça ser capaz de prover todas as necessidades do usuário com quem estabelecerá
uma relação de apoio e ajuda.
Muitas vezes, os idosos
abandonam o calor de seus lares, rodeados de suas coisas e suas rotinas, de
suas velhas cadeiras, de seu gato, de seu passarinho e de seus vizinhos,
situação tremendamente difícil para qualquer pessoa, tentando se adaptar a
outro lugar, a outras regras, em lugares novos com pessoas diferentes. Se
acrescentamos a essa situação a frieza, a incompreensão, a não escuta, a ausência
de afeto e a visita que ‘nunca chega’...é suficiente para falar de maltrato.
Os familiares que decidem internar
seu idoso (a) em um centro residencial (casa de repouso, asilo) não podem
esquecer dele (a), as visitas são fundamentais. A visita gera ilusão,
sentimentos de reconhecimento, de carinho, que nenhum profissional, por melhor
que seja no realizar o seu trabalho, possa suprir. As visitas de entes queridos
são a melhor vitamina para fortalecer o coração dos nossos idosos, a melhor
defesa para evitar o isolamento, a negligência...a depressão.
Campanhas de sensibilização
pretendem conscientizar a população, buscando influenciar positivamente a
sociedade contra o maltrato aos idosos. Essas campanhas são um instrumento para
prevenir e provocar a reflexão contra o maltrato, mas o passo mais importante
desse movimento de sensibilização deve ser dado no âmbito das primeiras
instâncias socializadoras: família e escolas. Na família, deve se implantar uma
atitude de respeito ao idoso, como fonte de história, de vida, de experiência e
sabedoria...retomando um estilo de educação que está sendo perdido, no qual a
figura do idoso no contexto do lar era valorizada e respeitada. Na escola,
deveriam ser realizadas mais atividades intergeracionais, não somente visitas a
casas de repouso, mas projetos centrados na transmissão de sabedoria e
conhecimentos, nos quais a criança comprovaria o quanto sabe seu avô,
recuperando costumes e tradições enriquecedoras para as novas gerações e
reconhecimento do valor dos idosos – o que lhes garantiria um ótimo nível de
auto estima.
Resumindo, a intervenção social
sobre este tema tão difícil deve centrar-se sobretudo na educação. Muitas
instâncias socializadoras como a televisão lançam uma mensagem centrada na
publicidade onde o “novo” é o que vale. Parece que o idoso é alguém que não
pode escolher, o que é uma publicidade enganosa e irreal. Podemos falar de uma
violência sutil, o ser humano se deixa degradar sem dar-se conta, esquecendo
que tem direito a viver uma realidade tal qual como será quando seremos idosos.
A sociedade necessita reciclar seus valores, a escala dos mesmos parece
centrar-se no superficial e em tudo aquilo que pode se pode comprar ou
vender. A essência da pessoa passa inadvertidamente – ‘quanto você tem, quanto
você vale’. A produtividade em divisas é o que nos preocupa, o idoso deixa de
aportar esse tipo de riqueza que se traduz em benefícios quantitativos,
portanto graças a esse tipo de atuações publicitárias a imagem da pessoa idosa
é rechaçada, de forma consciente ou inconsciente, por uma grande maioria
da sociedade atual. Lembremos que foram nossos idosos que escreveram a história
da qual somos, agora, os principais protagonistas, que foram eles/elas que
fizeram mover o mundo, mas sobretudo, não esqueçamos que foram, são e serão
pessoas que agora poderiam necessitar de você. E também não esqueça que amanhã
você será idoso.
O maltrato é uma realidade
demasiadamente oculta, que como ser humano temos o direito e o dever de
denunciar. Calar significa seguir alimentando uma violência que rompe todos os
demais direitos do ser humano.
Escrito por:
Mar Rey
Mar Rey
Especialista em
integração social
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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Procura por cuidadores de idosos aumenta no fim do ano
Segundo associação, a procura é maior para plantões de Natal e Ano Novo.
Você deixaria um idoso sob os cuidados de outra pessoa?
Danielle Nordi, iG São Paulo | 15/12/2011 07:02
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E você, deixaria um familiar idoso sob cuidados de um desconhecido? |
“Se um sai, o outro precisa ficar. Quando meu sogro era mais saudável, podíamos reunir a família e ir para a praia. No ano-novo íamos todos. Agora ninguém vai. Queremos passar as festas juntos e precisamos ficar para cuidar do meu sogro. Confesso que é difícil, mas ficamos porque ele é nossa família”, explica a dona de casa Alice Assumpção dos Santos, 61.
Muita gente que se encontra em situação parecida com a de Alice recorre às empresas especializadas em cuidadores de idosos. Lá elas encontram a opção de contratar alguém que ficará encarregado de todos os cuidados que o idoso exige. A médica veterinária Renata Costa, 28, conta com o auxílio de cuidadores profissionais há seis meses para cuidar de seu avô. Neste fim de ano a família vai viajar e por decisão do próprio avô ele deve ficar. O idoso de 84 anos e seus cuidadores passarão o ano-novo juntos. “Queríamos levá-lo junto conosco, mas ele bateu o pé e não quer ir. As cuidadoras dele são ótimas e temos muita confiança nelas.”
“O mais comum é que os idosos e os cuidadores permaneçam em casa enquanto o restante da família pode ir viajar. Isso acontece porque os idosos acabam, muitas vezes, apresentando dificuldades de locomoção. Mas também existem casos em que o cuidador vai com a família viajar e todos passam as festas juntos”, conta Cláudia Mancini, diretora da Life Angels, empresa especializada em recrutar cuidadores. A procura chega a ser 30% maior no fim do ano, segundo Cláudia.
“As famílias passam o ano improvisando com a ajuda de conhecidos ou revezando entre eles os cuidados com o idoso, mas até mesmo empregados pedem férias no fim do ano”, afirma a diretora da Life Angels.
O presidente da Associação dos Cuidadores de Idosos de Minas Gerais (ACI-MG), Jorge Roberto Afonso de Souza Silva, explica que o aumento se dá principalmente na contratação de plantonistas para o período que vai da véspera do Natal até o ano-novo.
“A demanda por temporários é maior no fim do ano. É um período de muitos compromissos e a ajuda dos cuidadores se faz bastante necessária.” Jorge faz questão de ressaltar que o cuidador apenas auxilia a família. “A função é de ajudar, dar suporte. O cuidador não deve nem de longe ser visto como uma substituição à família. Quando isso acontece, algo está errado de fato.”
Cláudia Mancini explica que é comum existir um conflito interno em alguns clientes que se sentem culpados por precisar da ajuda de um desconhecido para cuidar do familiar, mas ela argumenta que em alguns casos ter um profissional nessa função pode ser uma maneira de conseguir uma convivência de mais qualidade na família.
É exatamente esse o problema da rotina da pesquisadora e publicitária Beth Castillho, 40. Ela e os pais cuidam da avó há mais de uma década. Faz um ano que a situação ficou mais complicada. “Não podemos deixá-la sozinha nem por um minuto. A relação familiar sofre muito com o desgaste. A qualidade da convivência não é a mesma.”
Ela conta que nas férias consegue dar um descanso para os pais assumindo os cuidados com a avó para que eles possam viajar. “Sempre alguém tem que ficar. Eu não me importo e acho necessário que meus pais saiam e se distraiam um pouco. Passo o ano-novo com minha avó há nove anos porque quero. Foi uma opção minha”, conta.
Eleger um membro da família para ser o cuidador oficial não é unanimidade. Mesmo com a situação muito bem resolvida e sem peso na consciência, inclusive para conseguir deixar o avô em casa e ir viajar sem preocupações, Renata confessa que passou pela cabeça de seus pais alguém da família cuidar pessoalmente de seu avô. Possibilidade que logo foi descarta por ser inviável financeiramente. “Todos temos que trabalhar ou estudar. O mais importante foi que o meu avô entendeu que era uma necessidade e que seria bom para ele.”
Aos que não entendiam a decisão da família, Renata explicava a situação e as razões que os fizeram decidir pelos cuidadores. “Já sofremos críticas de pessoas dizendo que precisávamos cuidar pessoalmente dele. Mas eu levei numa boa.”
fonte: http://delas.ig.com.br/comportamento/procura-por-cuidadores-de-idosos-aumenta-no-fim-do-ano-opine/n1597410292188.html
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quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
Recomendações alimentares para os idosos no Natal
A alimentação
na terceira idade é um aspecto fundamental. As festas de fim de ano vêm
acompanhadas de alguns excessos gastronômicos, assim é importante não colocar
em risco a saúde.
O crescimento da população
de idosos se deve em parte aos avanços tecnológicos que elevam a esperança de
vida e a diminuição da natalidade; mas há que se ter em conta também outros
fatores como uma melhor alimentação. Um estado nutricional alterado constitui
um fator de risco, que se associa a numerosas doenças crônicas e piora o
prognóstico nas patologias agudas.
Uma nutrição correta
é primordial para manter um estado de saúde ótimo em qualquer etapa da vida. A
alimentação dos idosos tem características especiais do ponto de vista
nutricional, devido às mudanças produzidas pelo processo de envelhecimento.
Uma dessas mudanças é a diminuição do
sentido de gosto e de olfato, fazendo com que menos sabores sejam
diferenciados. Outra mudança é a produção menor de ácido gástrico, com o que o
esvaziamento intestinal sofre um atraso e a mobilidade dos intestinos fica
diminuída. A boca sofre modificações com a idade, perdem-se dentes e, se caso
as próteses dentárias não se ajustarem adequadamente, os idosos têm problemas
com a mastigação, deglutição e digestão dos alimentos.
Nessa etapa da vida,
a nutrição de nossos anciãos deve ser equilibrada, variada e apetitosa sob o
ponto de vista gastronômico. A comida deve ser fácil de preparar, deve estimular
o apetite, ser bem apresentada, apetitosa e de fácil mastigação e deglutição.
Se nos reportarmos às últimas estatísticas do Ministério da Saúde espanhol,
mais da metade das pessoas acima dos 60 anos apresentam problemas de sobrepeso
ou obesidade (62,9% são mulheres). Esse é um fator de risco que deve ser muito
bem controlado, pois predispõe a enfermidades como hipertensão, diabetes,
osteoporose, problemas cardiovasculares e outros.
Existem alguns objetivos
básicos que devem ser contemplados na alimentação para idosos:
• É
preciso consumir proteínas para manter um estado imunitário
aceitável e reduzir a susceptibilidade a infecções.
• Prevenir a desidratação. Com a idade diminui a sensação de sede e os rins perdem a capacidade de concentrar urina. O consumo diário de água deve ser um litro e meio, quantidade que deve ser aumentada se o idoso apresenta processos febris, toma diuréticos ou se expõe a ambientes muito quentes.
• Prevenir a desidratação. Com a idade diminui a sensação de sede e os rins perdem a capacidade de concentrar urina. O consumo diário de água deve ser um litro e meio, quantidade que deve ser aumentada se o idoso apresenta processos febris, toma diuréticos ou se expõe a ambientes muito quentes.
• Consumo
de cálcio na dieta, para a manutenção da massa esquelética e para sustentar
uma atividade física adequada.
• Consumo de fibras para combater a prisão de ventre. É conveniente a presença de frutas, legumes, pão e frutas secas na dieta.
• Consumo de fibras para combater a prisão de ventre. É conveniente a presença de frutas, legumes, pão e frutas secas na dieta.
A alimentação da pessoa idosa requer as
mesmas exigências de qualidade de uma pessoa adulta jovem, com as adaptações
quantitativas consequentes, determinadas pelas mudanças corporais.
Quando chegam as
celebrações importantes como o Natal, em que a família se reúne para festejar,
é necessário ter em conta que as necessidades nutricionais e energéticas variam
com a idade, o que não muda é a necessidade de comer com prazer. É preciso
adaptar a ingesta à nossa capacidade. Seguem algumas recomendações básicas com
relação a essas festas tão gastronômicas:
• Não
abusemos das quantidades de comida. A digestão fica pesada. Todos
somos humanos e é fácil cair na tentação; se nesse dia especial comemos demais,
no dia seguinte devemos procurar comer de forma saudável e leve para não
agravar a situação.
• Devemos
mastigar bem os alimentos. Não abusar de carnes e gorduras e reduzir o
consumo de bebidas alcoólicas e tabaco.
• Se aparecerem problemas gástricos, podemos recorrer a medicamentos antiácidos.
• Outra doença típica dessas celebrações são as diarréias: aparecem devido às mudanças bruscas na alimentação. Recorremos nesse caso a remédios antidiarréicos, a reposição dos líquidos perdidos e a alimentos que ajudam a cortar a duração do processo diarréico como maçãs, bananas e cenouras. Evitar os laticínios.
• Se aparecerem problemas gástricos, podemos recorrer a medicamentos antiácidos.
• Outra doença típica dessas celebrações são as diarréias: aparecem devido às mudanças bruscas na alimentação. Recorremos nesse caso a remédios antidiarréicos, a reposição dos líquidos perdidos e a alimentos que ajudam a cortar a duração do processo diarréico como maçãs, bananas e cenouras. Evitar os laticínios.
Como se vê, são
conselhos de fácil aplicação. O mais importante dessas festas é o reencontro
com toda a família.
Escrito por:
Francisca Bernal
Enfermeira do Hospital de Bellvitge, Espanha
Francisca Bernal
Enfermeira do Hospital de Bellvitge, Espanha
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segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Como a Life Angels monitora os serviços do cuidador de idosos
A pressão, medida pelo menos três vezes por dia, a que horas e o que comeu, se sentiu alguma indisposição, como foi o passeio, além de quaisquer ocorrências fora da rotina.
O histórico de atividades resultante é útil para a família e para o médico assistente.
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