Acontece na vida de todos nós:
queremos o melhor para os nossos,
mas nem sempre podemos dar o nosso melhor;
amamos e, às vezes, precisamos que alguém demonstre esse amor por nós.
Neste espaço vamos trocar ideias sobre cuidados especiais - com idosos, enfermos, recém nascidos,
pacientes pós cirúrgicos, pessoas com deficiência, pacientes terminais, portadores de demência,
grávidas de alto risco...
Pois cuidar do outro é, antes de tudo,
a arte de exercer carinho e boa vontade.

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quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Como baixar o risco de Alzheimer


A doença de Alzheimer é a mais comum forma de demência – cerca de 50 a 80 por cento dos casos. Pesquisadores estão próximos de encontrar a cura, mas prevenir ainda é a melhor medicina. O Dr. Manny Alvarez, editor chefe de saúde da Fox News.com, afirma que há algumas coisas que você pode fazer para prevenir o desenvolvimento de Alzheimer:


·         Coloque canela na sua dieta – o consumo de uma colher de chá ao dia dessa especiaria é capaz de bloquear a produção de proteínas no cérebro que contribuem para o advento de Alzheimer.
·         Beba suco de maçã – ajuda na produção de compostos químicos no cérebro associados ao aprendizado, memória, humor e movimento dos músculos.
·         Tome café – atua como um anti-inflamatório que pode bloquear a produção de placas de colesterol no cérebro. Um largo estudo epidemiológico mostrou que homens e mulheres que beberam de três a cinco xícaras de café ao dia reduziram suas chances de demência em 65%.
·         Socialize mais – estudos demonstram que uma vida social agitada pode melhorar suas habilidades cognitivas.
·         Proteja sua visão – seus olhos são um bom indicador de como o seu cérebro está funcionando. Preservar sua visão pode realmente diminuir o risco de demência em 63%.
·         Medite – vai ajudar no controle da pressão, reduz o stress e aumenta o fluxo sanguíneo para o cérebro, o que faz com que os pesquisadores acreditem que nos ajuda a preservar a acuidade mental durante o envelhecimento.
·         Faça uma dieta mediterrânea – uma dieta rica em folhas verdes, peixes, frutas, castanhas e um pouco de vinho tinto pode cortar o seu risco de desenvolver demência pela metade, pois é um banho de antioxidantes que protegem o cérebro.


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segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Estudo associa consumo de peixe à redução do risco de Alzheimer



CHICAGO (CBS) — Existe  uma boa razão para colocar peixe no menu, de acordo com a pesquisa apresentada na reunião da Sociedade Radiológica da América do Norte, em Chicago.

O Dr.Cyrus Raji, da Escola de Medicina da Universidade de Pittsburgh disse ao repórter Mike Krauser, da rádio WBBM, que sua pesquisa estabeleceu, pela primeira vez, uma ligação direta entre consumo de peixe, estrutura cerebral e risco de Alzheimer.

 “Os indivíduos no estudo que consumiram peixe semanalmente, entre uma e quatro vezes por semana, tinham volumes maiores das áreas no cérebro responsáveis pela memória e  aprendizado”, disse Raji.

O estudo envolveu 260 pessoas normais sob o aspecto cognitivo, das quais 163 comeram peixe semanalmente, e metade destas pessoas comeram peixe várias vezes por semana. Cada paciente foi submetido a um exame de RNM (Ressonância Nuclear Magnética) para medir o volume da massa cinzenta do cérebro, que foi usado para mensurar o relacionamento entre o consumo semanal de peixe e o modelo cerebral após dez anos.
A conclusão foi que aqueles que comeram peixe regularmente tinham um volume maior de massa cinzenta. O maior volume reduziu o risco de Alzheimer, segundo comunicado enviado à imprensa. Mas o benefício não se aplica a qualquer forma de preparo do peixe – somente aos assados e cozidos.
 “Muitas pessoas podem preferir o peixe frito, mas no nosso estudo, não encontramos benefício para o cérebro com esse tipo de preparo”, disse Raji.
O motivo, ele explicou, é que no peixe frito não existem altos níveis de óleos omega-3 que ajudam a prevenir a deterioração cerebral.

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sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Entrevista com uma cuidadora

“Viver sem viver”- um livro sobre o cuidado de familiares com Alzheimer

Esse é o título do livro de  de Carmen Lucena Arévalo (1952 Baena, Córdoba), uma mulher que viveu durante 8 anos a experiência de cuidar de um familiar com Alzheimer.

Depois de sua experiência como cuidadora, Carmen sentiu a necessidade de contar ao mundo com havia mudado sua vida.
Leia na entrevista a seguir a experiência e a opinião de Carmen acerca do cuidado com pessoas que sofrem da doença de Alzheimer:

InfoElder: “Vivir sin vivir” é o título do livro. O que quer dizer isso? Carmen Lucena: Viver sem viver é o nome que dei a um dos relatos do livro. Escolhi esse nome por que é o que considero que o Alzheimer faz conosco. Quando minha sogra entrou na terceira fase da doença, todos pensávamos que havia chegado a sua hora, mas não foi assim. A doença impediu que Ella vivesse sua realidade, foi se apropriando segundo a segunda de sua vida, de sua vontade, de suas lembranças, mas, ainda assim, a deixou seguir vivendo. E a mim, ao ver que sua fragilidade, fez com que sentisse tanta ternura por Ella que deixei minha vida à parte, para ajudá-la a viver  a sua. Por isso, durante esses anos, as duas vivemos sem viver.

I: Durante quantos anos você cuidou de sua sogra, quantos anos você tinha quando começou a cuidar e quando terminou?
CL: Cuidando dela as 24 horas do dia foram oito largos anos, intensos e dificilimos anos. Mas eu sempre digo que um dia adormeci com 49 anos, como uma pessoa jovem, alegre, com vida profissional e social; e acordei com 57, como uma pessoa envelhecida, com uma saúde delicada.

I: O que acontece quando a pessoa com Alzheimer ‘esquece’ quem são seus familiares? 
CL: Acredito que essa é a parte mais difícil da doença e a mais complicada de entender. Mais difícil por que – pode have algo pior para um filho ou um neto que sentir-se esquecido?
Todos sabemos o muito que os pais querem bem aos seus filhos e netos. Para nossos pais somos os melhores, conhecem cada traço de nossas faces, nosso olhar, nosso sorriso, nossa voz e nossos passos, e de repente, de um golpe, desaparecemos de sua vida. Os vinte ou cinquenta anos de nossa vida em comum se apagam de sua mente. Como deve se sentir esse filho esquecido?
E mais complicado: porque ao não te conhecer passas a ser, às vezes, um intruso; às vezes um inimigo que tenta manipular a sua vida, mudar seus costumes e sua rotina. Eles não entendem que é para o seu bem.

I:Como se pode ganhar a confiança de uma pessoa idosa que não te reconhece?
CL: Creio que as chaves são três: primeiramente, conhecer a fundo a enfermidade. Ao compreender a doença tudo fica mais fácil e deixamos de perguntar-nos – Por que faz isso? Por que não entende? Por que não agradece meu sacrifício? Por que me provoca? Por que me insulta?
A segunda chave é ter paciência e mais paciência e quando termina...mais paciência. E por último, e não menos importante: carinho, não há nada que o carinho não possa conseguir.

I: Existe um filme curta metragem sobre o Alzheimer que se chama “Algo permanece”. Na vida real de uma pessoa com Alzheimer, na verdade, algo “permanece” em sua memória ou tudo se perde?
CL: Claro que algo permanece. Permanecem as lembranças da juventure, suas músicas, seus amores, suas travessuras de adolescente e com o tempo...sua infância, memórias da escola, e como não – a lembrança de sua mãe. Também permancem o pudor e a vergonha e uma vontade louca de sentir-se querida.

I: O que é a síndrome do cuidador?
CL: Ocorre quando você fica muitos anos dedicado de corpo e alma à outra pessoa, e no momento em que ela falta você se encontra vazia. Pelo menos foi assim que eu me senti. Passei de não ter tempo a não saber o que fazer com tempo que tinha, e minha vida anterior já não estava como a deixei. Não estava lá meu trabalho, nem minhas amizades... Penso que é preciso muita ajuda para ir em frente, e por sorte a tive e estou conseguindo sair por que tive o amor de minha família e pude desabafar escrevendo minhas vivências.

I: Que conselhos você daria aos cuidadores de doentes de Alzheimer para continuar a lidar com o problema? O que você aconselharia às famílias? CL: Aos cuidadores que pensem bem antes de dedicarem-se a cuidar de pessoas com Alzheimer, já que são seres humanos muito indefesos, que necessitam algo mais que bons profissionais. Necessitam de uma parte humna importantíssima, necessitam de cumplicidade, paciência, amabilidade e um pedacinho do seu coração. Se acham que não podem dar tudo isso...bem, há outros trabalhos. No meu livro digo que  “Tão importante saber que uma ruga numa folha de papel pode produzir uma ferida na pele, como saber que uma palavra amável pode mudar a dor da confusão de sua mente por um sorriso. E se as feridas na pele são importantíssimas, não são menos importantes as feridas na alma”.
Aos familiares, aconselho que  pensem que são inocentes, que o culpado é o Alzheimer, que se informem bem e que leiam tudo que possam. Que busquem ajuda, que  nunca é pouca, que façam parte de associações, que falem com outros familiares. A maioria das vezes, devido à complexidade da doença, nem toda a família consegue entender, mas que não se rendam, ainda que seja o mais fácil de fazer.
I: Quais são as aprendizagens mais importantes que você transmite aos leitores do seu livro?
CL: Que a doença de Alzheimer arracou de Ella cinquenta quilos de peso, entre eles havia recordações, rostos de seres queridos, mais de sessenta anos de sua vida... Mas existe algo que a doença não fez – não conseguiu tirar-lhe a sensação de sentir-se querida. Ella não sabia quem a cuidava, mas respondia aos meus beijos, pedindo-me mais. Ella notava a cada momento se minha voz era afetiva, e eu consegui mudar seus momentos de raiva por um sorriso.
Por isso quero meu livro chegue a muitas pessoas e que se saiba que o Alzheimer pode com quase tudo – menos com o sentimento; não pode com os dela e os meus aumentaram diariamente.
I: Qual é sua opinão sobre o envelhecimento e a velhice em geral?
CL: Envelhecer não é mau, tem-se a oportunidade, depois de ter vivido sua vida, de conhecer a vida de seus filhos, de ver crescer a sua família. Também tens mais tempo para desfrutar de seus neto, de brincar com eles. Deve ser maraviloso ver com vão crescendo, contar-lhes suas lutinhas e viver esses anos sem preocupações, sem ter que pensar em trabalho, nem nas cartas nem no carro, mas...de que valem esses anos a mais se não podemos viver sabendo que estamos vivos?
Entrevista concedida por: Carmen Lucena Arevalo http://ellaelalzheimeryyo.blogspot.es/

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quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Maioria ignora os primeiros sinais de Alzheimer

Estima-se que 36 milhões de pessoas em todo o mundo sofram de Alzheimer, o tipo de demência mais comum a afetar o cérebro. No Brasil, cerca de 1,2 milhão de pessoas têm a doença.
Um relatório divulgado, na semana passada, pela organização Alzheimer´s Disease International, que reúne entidades em vários países, revelou um dado preocupante. Mais de 75% das pessoas que vivem com a doença no mundo não foram diagnosticadas.
Para o neurologista do Instituto da Memória da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Rodrigo Schultz, o diagnóstico da doença ocorre tardiamente porque a maioria ignora os primeiros sinais da doença. “Tanto a família quanto o médico negligenciam, de forma involuntária, as queixas das pessoas”, disse.
Segundo ele, diferentemente de outras doenças, o Alzheimer não é identificado com um único exame, mas a partir de uma análise do histórico médico do paciente e uma avaliação neurológica detalhada.
O primeiro sintoma é a dificuldade de lembrar fatos recentes, como o local onde está um objeto de uso frequente. Segundo o médico, cerca de 30% dos casos são identificados na fase intermediária, quando o doente encontra dificuldade em fazer atividades rotineiras, o que é percebido por amigos e parentes. “A dona de casa, por exemplo, que se atrapalha na cozinha ou com as finanças”, explica Schultz, membro da Academia Brasileira de Neurologia.
Com o passar do tempo, a doença progride e os sintomas pioram. A perda de memória aumenta e o paciente apresenta desorientação, mudanças no humor e deixa de reconhecer pessoas próximas. No estágio final, a pessoa com a doença não consegue andar, falar e comer  e enfrenta complicações, como fraturas de membros, por causa de quedas, e feridas pelo corpo, por ficar longos períodos deitada. A terceira idade é a faixa etária com o maior número de registros da doença.
O alto número de pacientes que abandonam o tratamento também preocupa os especialistas. Estima-se que esse número pode chegar a 70% dos casos e um dos principais motivos é o alto custo dos medicamentos. Uma alternativa para solucionar essa questão são os medicamentos genéricos. Atualmente, os brasileiros podem contar com remédios de qualidade e eficácia comprovada para todas as fases da doença.
Cuidar de um portador de Alzheimer também afeta a rotina da família. Administrar trabalho, filhos, estudos e o avanço da doença resulta em elevada pressão psicológica sobre o responsável em cuidar do parente doente.
A Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz) no Rio de Janeiro oferece curso com orientações sobre como cuidar dos parentes acometidos pela doença e dar-lhes melhor qualidade de vida.
A presidenta da associação, Eliana Faria, alerta que o aumento de casos da doença nos próximos anos vai exigir a formação de cuidadores capacitados para atender os idosos.  “Quanto mais pessoas apresentam a doença, há menos lugares com atendimento especializado”, disse.
Em alguns estados, associações promovem hoje (21) atividades para esclarecer sobre os sintomas doença por causa do Dia Mundial do Alzheimer.
Não existe cura para a doença. Os remédios e o tratamento conseguem apenas protelar o avanço e aliviar os sintomas. O paciente pode viver, em média, de dez a 12 anos com a doença. A sobrevida, segundo Schultz, está relacionada a fatores genéticos e ao estilo de vida do portador, como a prática de exercícios físicos e a predominância de atividade intelectual, como a leitura.
Fonte: Agência Brasil

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segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Tecnologia para cuidar de idosos: sapatos com GPS

Os primeiros sapatos equipados com dispositivos GPS – para ajudar a rastrear o passeio de idosos portadores de demência que costumam se perder – chegou ao mercado nos Estados Unidos . Segundo a empresa GTX Corp, o primeiro lote de 3 mil pares de sapatos foi despachado para a loja de sapatos Aetrex Worldwide, dois anos após o anúncio dos planos de desenvolvimento do produto.

Os sapatos serão vendidos por cerca de 300 doláres o par e os compradores estarão aptos a utilizar o serviço de monitoramento do ‘passeio’ de seus idosos que sofrem da Doença de Alzheimer.

Andrew Carles, professor da Universidade de George Mason, que foi um dos anunciantes do projeto, disse que os sapatos poderão salvar vidas e evitarão situações embaraçosas e acidentes custosos com os idosos. “Serão especialmente importantes para pessoas nos primeiros estágios da doença que estão sob maior risco”, disse Carle à AFP. “Eles podem estar vivendo em seus lares mas ficam confusos. Saem para um passeio e se perdem por vários dias”.

Carle disse que estudos indicaram que cinco milhões de americanos sofrem de Alzheimer, um número que deve quadruplicar nos próximos anos. Ele disse que 60 por cento dos doentes sairão a passeio e se perderão e que cerca da metade dos que se perdem que não são encontrados dentro de 24 horas podem morrer por desidratação, exposição ao calor ou frio, ou acidentes.

Outros dispositivos como braceletes ou colares podem prover proteção similar mas os idosos geralmente os rejeitam. “O primeiro motivo para essa rejeição está na paranóia, uma das manifestações da doença de Alzheimer”, disse Carle. “Se você coloca algo que a pessoa portadora da doença não reconhece, ela vai remover. Se for um bracelete  que ela não reconhece como seu, ela vai retirar. Então, você precisa esconder o dispositivo”.

O sistema GPS, que é implantado no salto do que parece ser um sapato normal, permite aos membros da família ou cuidadores a monitorar o idoso e a ajustar um “limite geográfico” que dispara um alarme se a pessoa vaguear além de uma determinada área.

Os sapatos foram desenvolvidos pela GTX Corp., que faz dispositivos miniaturas de GPS (Global Positioning Satellite) e pela Aetrex. Essas empresas receberam a certificação do FCC – Federal Communications Commission para fabricar o sistema neste ano.

Os fabricantes dizem que o mercado para esses sapatos está crescendo, assim como crescem os custos com a doença de Alzheimer. “Este é um marco para ambas as empresas e enquanto o custo mundial da demência chega, e continuará, nos 604 bilhões de dólares ao ano, os menos de 300 dólares com um par de sapatos equipados com GPS facilitarão a enorme carga física e emocional das vítimas de Alzheimer, cuidadores e os familiares geograficamente distantes”, disse Patrick Bertagna, executivo da GTX Corp.

O professor Carle disse que a ideia original era desenvolver os sapatos para crianças e corredores de longas distâncias, mas os fabricantes mudaram o plano quando ele lhes ofereceu este conselho, observando que os dispositivos podem também ajudar a diminuir a ansiedade sobre os idosos que querem permanecer ativos. “Eles sentem a necessidade de andar e é bom para eles. Eles precisam dar uma caminhada”.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Doença de Alzheimer pode ser contagiosa

Nova pesquisa aumenta a apavorante possibilidade de que a DA poderia ser transmitida de forma semelhante às doenças causadas por 'prions' - como a Doença de Creutzfeldt-Jacob, 
mais conhecida com a doença da vaca louca.

O estudo foi realizado por pesquisadores do Centro de Ciências da Saúde da Universidade do Texas, EUA. "O mecanismo subjacente da Doença de Alzheimer é muito similar ao das doenças provocadas por prions", diz o professor de Neurologia, Claudio Soto. "Envolve uma proteína normal que se disforma e que pode se propagar, transformando boas em más proteínas. As más proteínas acumuladas no cérebro formam depósitos de placas que, acredita-se, "matam" neurônios na DA".

Alzheimer é uma forma progressiva de demência que afeta a memória, o pensamento e o comportamento. Cerca de 5,4 milhões de indivíduos estão afetados pela DA nos EUA. É a sexta maior causa de morte no país, de acordo com a Associação de Alzheimer americana.

A equipe de cientistas injetou tecido cerebral de paciente de Alzheimer em ratos de laboratório e comparou os resultados entre o grupo de ratos injetados e o grupo controle, que recebeu injeção de tecido cerebral sem a doença.

Nenhum dos ratos do grupo controle apresentou sinal da Doença de Alzheimer, enquanto TODOS aqueles injetados com extrato de cérebro com a DA desenvolveram placas e outras alterações cerebrais típicas da doença.

"Os ratos desenvolveram Alzheimer durante o tempo da pesquisa , disseminando para outras partes do cérebro. Agora estamos trabalhando para saber se a transmissão da doença pode acontecer na vida real sob vias mais naturais de exposição", disse o Prof. Soto.

O estudo foi publicado na revista Molecular Psychiatry, em 04/10/2011.

Alzheimer’s disease transmission may be similar to infectious prion diseases - UTHealth Newsroom

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Os dez 'nuncas' que o cuidador deve respeitar diante de um doente de Alzheimer

Este vídeo, postado pela associação Alzheimer Universal, resume algumas importantíssimas atitudes que o cuidador deve respeitar no trato com o paciente. Abaixo segue a tradução do espanhol:
1- Nunca discuta com o paciente, concorde com ele.
2 - Nunca tente racionalizar com o paciente, distraia sua atenção.
3 - Nunca o envergonhe, elogie.
4 - Nunca tente dar-lhe lições, controle-o, acalme-o.
5 - Nunca lhe peça que lembre, relembre-o das coisas e dos fatos.
6 - Nunca diga "já te disse", repita quantas vezes forem necessárias.
7 - Nunca diga "você não pode", diga "faça o que puder".
8 - Nunca exija ou ordene, pergunte ou ensine.
9 - Nunca ceda simplesmente, de-lhe ânimo ou peça.
10 - Nunca force, pois reforça a situação.
...e
NUNCA fale dele como se não estivesse presente.

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sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Exame de sangue pode acusar Alzheimer antes dos sintomas aparecerem

                    Teste procura anticorpos específicos da doença de Alzheimer.;cuidadores de idosos;cuidadores de idosos;cuidadores de idosos;cuidadores de idosos;cuidadores de idosos;cuidadores de idosos;cuidadores de idosos;cuidadores de idosos;cuidadores de idosos;cuidadores de idosos;cuidadores de idosos;cuidadores de idosos ;cuidadores de idosos;cuidadores de idosos;cuidad

03 Agosto, 2011 – Um novo exame de sangue para doença de Alzheimer é 96% preciso para identificar a doença e pode talvez detectá-la antes do aparecimento de sintomas como perda de memória, disse o desenvolvedor do teste.

“Este é um simples exame que tem alta precisão e pode ser feito com uma única gota de sangue”, diz Robert Nagele, PhD, professor de medicina na Universidade de Medicina e Odontologia de New Jersey, EUA, na Escola de Medicina Osteopática. Ele também é fundador da Durin Technologies Inc., a empresa que desenvolveu o teste.
Os resultados da pesquisa sobre este novo teste estão publicados online na PloS ONE.

O exame desenvolvido pelo professor Nagele é um dos inúmeros testes que estão sob estudo, diz Heather Snyder, PhD, porta-voz da Associação de Alzheimer, que fez a revisão dos resultados da pesquisa. “Diversos laboratórios estão procurando isso. Todos estão em estágios muito preliminares. Nós todos sabemos que precisamos de meios precisos e relativamente não invasivos para diagnosticar a doença de Alzheimer”. 

No ultimo mês, na Conferência Internacional da Associação de Alzheimer, pesquisadores australianos reportaram bons resultados com outro exame de sangue em desenvolvimento para detecção precoce da doença. Esse teste procura determinar a quantidade de placas amilóides, associadas à doença, presentes nos cérebros das pessoas. 

Cerca de 5.4 milhões de americanos tem a doença de Alzheimer, a mais comum forma de demência, de acordo com a Associação do Alzheimer. 

Médicos usam mapeamento cerebral, avaliação de comportamento, testes psiquiátricos e outros meios para diagnosticar a doença. Nenhum é altamente preciso e alguns são caros e não práticos para aplicação em larga escala, dizem os especialistas.

A única forma definitiva para diagnosticar a doença é o exame direto do tecido cerebral após a morte do paciente.

Fonte: WebMD Health News - http://www.webmd.com/alzheimers/news/20110803/blood-test-may-spot-alzheimers-before-symptoms-appear ;cuidadores de idosos;cuidadores de idosos;cuidadores de idosos;cuidadores de idosos;cuidadores de idosos;cuidadores de idosos;cuidadores de idosos;cuidadores de idosos;cuidadores de idosos;cuidadores de idosos;cuidadores de idosos;cuidadores de idosos;cuidadores de idosos;cuidadores de idosos;cuidadores de idosos;cuidadores de idosos;cuidadores de idosos;cuidadcuidadores de idosos;cuidadores de idosos;cuidadores de idosos;cuidadores de idosos;cuidadores de ido



quinta-feira, 30 de junho de 2011

ESTUDO DESCOBRE ANTICORPOS QUE IMPEDEM PROGRESSÃO DO ALZHEIMER


Um estudo conduzido por cientistas britânicos sobre o efeito de anticorpos no tratamento da doença Creutzfeldt-Jakob --que afeta o cérebro-- descobriu que eles também podem bloquear a progreção do Alzheimer.O O achado, publicado na revista "Nature Communications", representa um passo significativo no desenvolvimento de drogas contra a demência.A pesquisa foi realizada com camundongos pela University College de Londres. 
Ela indica que dois anticorpos --ICSM 18 e 35-- impedem a ação da toxina beta-amiloide, uma proteína que se acumula no cérebro dos doentes de Alzheimer, criando uma espécie de emaranhado que dificulta a comunicação entre as células.Pesquisas clínicas com remédios à base dos anticorpos serão realizadas com humanos no ano que vem, para o tratamento da doença Creutzfeldt-Jakob. 
Em caso de sucesso, os estudos podem ser feitos com pacientes com Alzheimer.Para a neurologista Sandra Brucki, do departamento científico de neurologia cognitiva e do envelhecimento da Academia Brasileira de Neurologia, "o grande problema é fazer o diagnóstico antes que a pessoa desenvolva o quadro clínico."Brucki afirma que todas as pesquisas estão apontando para substâncias ou anticorpos que atuem antes do desenvolvimento da demência. "Estamos caminhando para fazer o diagóstico precoce, que já é possível em muitos casos."Ela explica que hoje existe um exame chamado PET (tomografia por emissão de pósitrons), onde um marcador se liga à toxina beta-amiloide no cérebro. Mas esse teste ainda não existe no Brasil, segundo Brucki."Em outros lugares, ele já é usado em pesquisa, para testar novas drogas e anticorpos desenvolvidos para evitar o progressão da demência. Mas muitas das substâncias não chegam a ser testadas em pacientes. Elas morrem no meio do caminho porque têm efeitos colaterais muito importantes."No entanto, a neurologista acredita que esse tipo de tratamento é o mais promissor.
Fonte: FOLHA.COM.BR

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Notícia boa!


Estudo descobre anticorpos que impedem progressão do Alzheimer

Data: 09/06/2011
Fonte: FOLHA.COM.BR
Um estudo conduzido por cientistas britânicos sobre o efeito de anticorpos no tratamento da doença Creutzfeldt-Jakob --que afeta o cérebro-- descobriu que eles também podem bloquear a progreção do Alzheimer.
O achado, publicado na revista "Nature Communications", representa um passo significativo no desenvolvimento de drogas contra a demência.
A pesquisa foi realizada com camundongos pela University College de Londres. Ela indica que dois anticorpos --ICSM 18 e 35-- impedem a ação da toxina beta-amiloide, uma proteína que se acumula no cérebro dos doentes de Alzheimer, criando uma espécie de emaranhado que dificulta a comunicação entre as células.
Pesquisas clínicas com remédios à base dos anticorpos serão realizadas com humanos no ano que vem, para o tratamento da doença Creutzfeldt-Jakob. Em caso de sucesso, os estudos podem ser feitos com pacientes com Alzheimer.
Para a neurologista Sandra Brucki, do departamento científico de neurologia cognitiva e do envelhecimento da Academia Brasileira de Neurologia, "o grande problema é fazer o diagnóstico antes que a pessoa desenvolva o quadro clínico."
Brucki afirma que todas as pesquisas estão apontando para substâncias ou anticorpos que atuem antes do desenvolvimento da demência. "Estamos caminhando para fazer o diagóstico precoce, que já é possível em muitos casos."
Ela explica que hoje existe um exame chamado PET (tomografia por emissão de pósitrons), onde um marcador se liga à toxina beta-amiloide no cérebro. Mas esse teste ainda não existe no Brasil, segundo Brucki.
"Em outros lugares, ele já é usado em pesquisa, para testar novas drogas e anticorpos desenvolvidos para evitar o progressão da demência. Mas muitas das substâncias não chegam a ser testadas em pacientes. Elas morrem no meio do caminho porque têm efeitos colaterais muito importantes."
No entanto, a neurologista acredita que esse tipo de tratamento é o mais promissor.
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