Acontece na vida de todos nós:
queremos o melhor para os nossos,
mas nem sempre podemos dar o nosso melhor;
amamos e, às vezes, precisamos que alguém demonstre esse amor por nós.
Neste espaço vamos trocar ideias sobre cuidados especiais - com idosos, enfermos, recém nascidos,
pacientes pós cirúrgicos, pessoas com deficiência, pacientes terminais, portadores de demência,
grávidas de alto risco...
Pois cuidar do outro é, antes de tudo,
a arte de exercer carinho e boa vontade.

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Envelhecimento ativo



Se quisermos que o envelhecimento seja uma experiência positiva, uma vida mais longa deve ser acompanhada de oportunidades contínuas de saúde, participação e segurança. A Organização Mundial da Saúde adotou o termo “envelhecimento ativo” para expressar o processo de conquista dessa visão.
O que é “envelhecimento ativo”?
Envelhecimento ativo é o processo de otimização das oportunidades de saúde, participação e segurança, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida à medida que as pessoas ficam mais velhas.
O envelhecimento ativo aplica-se tanto a indivíduos quanto a grupos populacionais. Permite que as pessoas percebam o seu potencial para o bem-estar físico, social e mental ao longo do curso da vida, e que essas pessoas participem da sociedade de acordo com suas necessidades, desejos e capacidades; ao mesmo tempo, propicia proteção, segurança e cuidados adequados, quando necessários.
A palavra “ativo” refere-se à participação contínua nas questões sociais, econômicas, culturais, espirituais e civis, e não somente à capacidade de estar fisicamente ativo ou de fazer parte da força de trabalho. As pessoas mais velhas que se aposentam e aquelas que apresentam alguma doença ou vivem com alguma necessidade especial podem continuar a contribuir ativamente para seus familiares, companheiros, comunidades e países. O objetivo do envelhecimento ativo é aumentar a expectativa de uma vida saudável e a qualidade de vida para todas as pessoas que estão envelhecendo, inclusive as que são frágeis, fisicamente incapacitadas e que requerem cuidados.
O termo “saúde” refere-se ao bem-estar físico, mental e social, como definido pela Organização Mundial da Saúde. Por isso, em um projeto de envelhecimento ativo, as políticas e programas que promovem saúde mental e relações sociais são tão importantes quanto aquelas que melhoram as condições físicas de saúde.
Manter a autonomia e independência durante o processo de envelhecimento é uma meta fundamental para indivíduos e governantes (veja definições). Além disto, o envelhecimento ocorre dentro de um contexto que envolve outras pessoas – amigos, colegas de trabalho, vizinhos e membros da família. Esta é a razão pela qual interdependência e solidariedade entre gerações (uma via de mão-dupla, com indivíduos jovens e velhos, onde se dá e se recebe) são princípios relevantes para o envelhecimento ativo. A criança de ontem é o adulto de hoje e o avô ou avó de amanhã. A qualidade de vida que as pessoas terão quando avós depende não só dos riscos e oportunidades que experimentarem durante a vida, mas também da maneira como as gerações posteriores irão oferecer ajuda e apoio mútuos, quando necessário.
"Publicado na Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia - Trechos do livro Envelhecimento ativo: uma política de saúde, publicado pela OMS – Organização Mundial de Saúde".

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

POPULAÇÃO BRASILEIRA ESTÁ ENVELHECENDO MAIS RÁPIDO DO QUE A MÉDIA MUNDIAL

Conforme o Relatório Mundial de Saúde e Envelhecimento, divulgado quarta (30/09), o número de pessoas com mais de 60 anos no Brasil deverá crescer mais rápido do que a média mundial. O relatório aponta que a quantidade de brasileiros idosos - com 60 anos ou mais - quase triplicará no País até 2050. Atualmente, cerca de 12,5% dos mais de 200 milhões de brasileiros está na terceira idade, mas esse percentual deve alcançar os 30% até a metade deste século. Com isso, haverá, no Brasil de 2050, 73 idosos para cada 100 crianças. 




         
No Brasil de 2050, haverá 73 idosos para cada 100 crianças / Foto: Ashley Melo/JC Imagem
                                                                             Foto: Ashley Melo/JC Imagem                                                                    
Já projeções do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que até 2030 o número de pessoas com mais de 65 anos saltará dos atuais 16 milhões para quase 30 milhões de indivíduos. O aumento pode passar despercebido caso seja levado em consideração apenas o tradicional aumento populacional. No entanto, as estatísticas revelam que se hoje 7,9% da população é idosa, daqui a 15 anos essa proporção cresce para os 13,44%, ou seja, quase dobra.

O geriatra Lucas Andrade, presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia - Seccional Pernambuco, explica que diversos fatores, inclusive regionais, causam impactos no envelhecimento humano. Ele alerta que há diversas regiões nos País, como as mais frias ou aquelas que exigem mais esforço por parte dos moradores - áreas de difícil acesso - que concentram os indivíduos que vivem mais, pois eles têm um estilo de vida mais ativo e saudável. 

Segundo ele, qualquer pessoa, de qualquer idade, pode e deve buscar envelhecer de maneira consciente. “É preciso ter uma alimentação saudável, realizar atividades físicas, evitar vícios como tabagismo, etilismo, e muitas outras situações. Se você hoje tem um estilo de vida diferente do ‘ideal’, não quer dizer que te impeça de repensar suas atitudes e passar a ter um estilo de vida mais saudável. Nunca é tarde para correr atrás desse prejuízo”, explicou o especialista.
        
Praticar exercícios físicos é a uma das saídas para envelhecer com saúde
Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem
                                                                       

"Notícias Brasil, publicado no Jornal Uol em 1/10/2015" 

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Pesquisa revela possível causa do Alzheimer

cientista





Pesquisadores da Universidade de Duke (EUA), deram um grande passo em relação a cura do Alzheimer. Eles identificaram a possível causa da doença em camundongos e conseguiram interrompê-la quando descoberta em seu estágio inicial.
Atualmente, existe em média 1,2  milhões de pessoas com a doença somente no Brasil, chegando a 35,6 milhões no mundo todo. Ainda sem cura, pesquisadores de todos os países buscam uma solução para essa doença que atinge parte considerável da população mundial.
A pesquisa realizada em abril, na Universidade de Duke, teve grande sucesso e repercussão porque deixa de lado o trabalho já realizado com a amilóide, proteína responsável pela morte dos neurônios ao longo da doença, e foca no sistema imunológico do nosso cérebro. Eles descobriram a importância das micróglias, células que defendem o sistema nervoso de qualquer infecção, e que tem um papel fundamental no progresso do Alzheimer e de outras demências.
O próximo desafio dos pesquisadores é descobrir se essa droga também vai apresentar bons resultados em estágios mais avançados do Alzheimer.
                                  

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Aplicativo da Samsung promete estimular memórias em pessoas com Alzheimer

Chamado Backup Memory, o aplicativo tem como intenção relembrar alguns pessoas e acontecimentos.

Em busca de novas formas de amenizar o impacto do Alzheimer na vida dos doentes e seus familiares, a tecnologia tem sido uma grande e importante aliada. Dessa vez, a invenção ficou por conta da Samsung, com o aplicativo Backup Memory, que pode ser usando tanto em smartphones quanto tablets. Estudos revelaram que o constante estímulo mental de pessoas com a doença de Alzheimer pode retardar efeitos indesejáveis, além de ajudar na melhora da qualidade e vida das pessoas. E é isso o que o aplicativo da Samsung faz!
O aplicativo criado pela Samsung Eletronics Tunisia, ajuda as pessoas a relembrar amigos e entes queridos da seguinte forma: cada vez que um amigo ou parente estiver próximo ao doente de Alzheimer (um raio de 10 metros), o aplicativo irá mostrar algumas fotos e informações sobre essa pessoa, estimulando o doente de Alzheimer a relembrar.
Para utilizar o Backup Memory é muito fácil! Você só precisa criar um perfil no aplicativo para o idoso com Alzheimer e para as pessoas próximas a ele. A atualização dos perfis fica por conta das pessoas inscritas, que devem sempre acrescentar novas fotos, vídeos e informações – que serão passadas para o celular do idoso via bluetooth.
O Backup Memory tem a função de estimular memórias passadas constantemente, ajudando  a evitar o esquecimento. Você pode baixá-lo em seu celular através da Play Store.
Matéria do Congresso Nacional de Alzheimer (CONAZ).
"Este artigo possui caráter informativo e não propagandista".

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

O impacto da música em doentes de Alzheimer

Apesar do declínio na memória, idosos com Alzheimer ainda conseguem se lembrar de músicas que ouviam quando eram jovens; foi comprovado que o ato é uma das únicas frentes que os terapeutas possuem para desacelerar o avanço da doença.

É incrível como a música tem o poder de nos fazer tão bem. Para você ter noção, ela é um dos únicos recursos que os terapeutas têm para fazer frente à progressão da doença de Alzheimer. Apesar de todo o mal que a doença causa no cérebro, e especialmente na nossa memoria, grande parte dos doentes de Alzheimer ainda conseguem se recordar do trecho ou melodia de alguma música da qual gostavam – mesmo os doentes em um estágio mais avançado.
Você deve estar se perguntando como isso é possível. Acertei? Pois um estudo recente mostra que uma das causas pode ser o fato de que a música é armazenada em áreas do cérebro diferentes das áreas onde guardamos nossas demais memórias
O grande responsável por esse feito é o chamado lobo temporal. Ele é uma porção do cérebro que vai da têmpora à parte de trás da orelha, capaz de gerir toda a nossa memória auditiva – e isso inclui as canções! Mas, no entanto, o lobo temporal também pode sofrer estragos ocasionados pelo Alzheimer. Então como pode-se explicar que muitos idosos que possuem a doença não lembrem nem seu nome, mas consigam recordar de um trecho daquela balada que o marcou ainda quando era jovem?
Para tentar responder a essas perguntas, pesquisadores de vários países europeus liderados por neurocientistas do Instituto Max Planck de Neurociência e Cognição Humana de Leipzig (Alemanha),realizaram um experimento:  por um lado, procuraram as áreas do cérebro que são ativadas quando ouvimos música. Por outro lado, uma vez localizadas essas áreas, analisaram se, em pacientes de Alzheimer, tais áreas do cérebro apresentavam algum sinal de atrofia ou, ao contrário, resistiam melhor à doença.
O experimento foi baseado na hipótese de que o ato de ouvir música é, para o cérebro, diferente daquela de lembrá-la e que os dois processos atuam diferentes redes cerebrais. As áreas que apresentaram maior ativação ao rememorar as canções foram o giro cingulado anterior, localizado na região média do cérebro, e a área motora pré-suplementar, localizada no lobo frontal.
“As recordações mais duradouras são aquelas ligadas a uma experiência emocional intensa e a música tem uma relação estreita com as emoções; a emoção é uma porta de entrada para lembrar”, diz a musicoterapeuta da Fundação Alzheimer Espanha, Fátima Pérez-Robledo. Os resultados do estudo confirmam isso. “Muitos doentes não lembram o nome de algum parente, mas lembram da letra de uma canção”, diz ela.
"Texto extraído de trabalho apresentado no Congresso Nacional de Alzheimer (CONAZ)"
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